Vida
Que me guadas?
Que me aguarda?
Para onde tuas trilhas
irregulares me levarão?
Depois de pés cansados,
Pés descalçados,
Corações amargurados...
Cuidado!
Ó o buraco pra não cair.
Ui! Me pegou um espinho
Mas que belas as flores da estrada.
Trilha sonora não poderia ser outra...
Gosto da textura e do contato
com esse sono,
ora lamacento
ora pedregoso.
Gosto do jeito com que o medo do escuro
me abate,
Queda do meu eu em vias desconhecidas
de mim.
Subi no último galho
Do cajueiro
E visualizei a praia mais bela.
Mas quem vem lá?
Na multidão não enxergo ninguém.
Fisionomias anônimas.
Segue-se o anonimato
E a pergunta na bifurcação:
Aonde essa trilha levará?
Nenhum comentário:
Postar um comentário