igualmente salgada.
Tudo fica diferente e poético
quando a cidade quente,
cheia de sol, sal e gente, toma banho.
Ai, quando a chuva passa,
deixa uma timidez no ar que
nitidamente se expressa no nublado do céu.
Uma massa de nostalgia paira no horizonte.
(Nostalgia para mim sempre teve a cor cinza das nuvens
depois de choverem).
Lá vem, lá vem, lá vem de novo...
A onda que quebra tão conhecidamente na areia.
Vem como que me lembrando que esse dia de hoje
embalado pelo vento, ficará nesse mesmo marasmo
de sucessivas idas e voltas.
Da última vez que a cidade se banhou, lembrei de hoje.
E amanhã, se o céu continuar com sua excêntrica mania de aqui lavar,
sei que verei, lá no horizonte, a nostalgia vindo me saldar.
Sei que ela virá de mãos dadas com um dia de hoje.

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