segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Jornada

Vida
Ida
Vinda
Idas e vindas
Vindas e vias
Vias e idas.
Vias que levam,
Vias que trazem,
Vidas que passam em idas,
Vindas que trazem vidas.
A vida é diva
Divã.
Quero deitar-me e nao levantar mais.
Havia na vinda,
Vi a na ida.
 Chamei a para tomar um café
E ele se apegou, ficou.
Pergunto,
Por quanto tempo bem-vida?

domingo, 17 de outubro de 2010

Mão única

Contramão
Fui de contramão
contra sua mão
ela veio de contramão
e foi-se contra minha mão

Ando na contramão da inquietude
e quando vou de mão ao sossego,
corro perigo de na contramão
ou fazer alguém perder-se em vias equivocas.

É tão difícil acertar o caminho certo?

O caminho que escrevo é seguido de borracha,
deveria assim axistir apenas a via certa
mas ninguem nunca a encontrou, acho quee essa também não existe.

Não havendo assim o sentido certo no tráfego da vida,
não existe a contramão.
Há apenas mão única.

Inevitável colisão.

domingo, 26 de setembro de 2010

Aniverssário

"Há um mundo pra sonhar e outro mundo pra sonhar"

Ainda sonhas minha pequena,
sonhas com o mundo das fadas,
das aventuras extraordinarias,
das cores exuberantes
e gargalhadas de ciança.
Ah! como limpa minha alma ouvir essa gargalhada inocente sem qualquer malicia e conciencia de mundo.
continua pois trasendo luz pra mim viu pequena?
continua sendo essa gatinha encantadora e pespicáz.
Que os anos passem e você se torne uma pessoa capaz de trasformar o mundo com os seus sonhos de criança.


para Agata rocha Jardim,
minha sobrinha

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ABACARTE

Acordei com mais uma dobra no olho e na frente do espelho perguntei-me o que seria.
A falta de inspiração fez me ver-me,
voltei-me para o meu obstáculo
e descobri que era só o começo da queda da pena lilás e amarela, que tanto prendia minha atenção.
    
      Do abraço da moça descobri conforto,
do pranto visualizei o sorriso de 32 dentes mais belo
e do cotovelo de pele de elefante fez-se a arte do Abacate.
       Eis que  entre tantas  lágrimas e gargalhadas,
o olho desdobrou-se ( ou criou-se novas dobras?)
                      Não importava mais.



quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fábrica

Então faço silêncio!
e que incômodo.
meu silêncio realça barulhos externos.

Então grito!
e mais uma vez me incomodo.
meu grito não vence o barulho das máquinas.
Nunca serei ouvida.

Assim sendo, Paro!
e logo sinto-me ultrapassada.
Nunca ganharei a corrida.
Algo mais veloz passou por mim
e deixou um rastro de graxa.
Ou será sangue apodrecido?!
Impossível saber.


Então me cego.